Queria ter o dom de apagar coisas da memória. De deixar que a corrente dos mais fortes rios apenas levassem lembranças embora, e que a cada dia as energias se renovassem sem as seqüelas do que passamos.
Mas o que pode nos fazer vivo e nos sentir bem se esconde entre arames farpados, e nada se consegue sem dor.
E eu gostaria de ouvir seus lindos lábios dizerem que o que sonhamos existe e nada mais dentro daquele universo é real, nem mais forte que a sua presença.
E nossas crianças enchiam os olhos de lagrimas por satisfação, por tudo que foi alcançado e planejado ter tido êxito, e os sorrisos sinceros eram prova de sucesso.
Me interrompa em meio aos meus urros trancados, isolados, enquanto eu não aceite o destino, eu quero seus braços me levando, me guiando, fazendo aceitar a paz. O que eu gostaria de ouvir e ler não existe, por muitas vezes tentei me livrar e fazer as coisas simples, mas o que devemos aceitar é o que criamos.
Sua luz, meu foco, meu caminho iluminado por pontos de amor, por trilhas que não deixam rastros pra tristeza, mas você não esta aqui, você não existe aqui.
Me interrompa subitamente para que eu não tenha chances de revidar, pra que meus beijos sejam apenas seus, e de mais ninguem, para que eu fique a mercê da felicidade que só você seria capaz de criar. Sem mais adeus, sem olhos encharcados da despedida, ou do momento de partir. Eu ouviria seus sonhos, e traria em minhas mãos seu destino, e em meu peito uma razão, você.
Se eu me manter aqui até então tu aparecer, eu desisto de ir, e finalmente acreditarei. Acreditarei...
O amor está morto
Quando eu dei meu último sorriso você se calou. Como luz que se apaga ao anoitecer, como a morte que flerta sem ao menos avisar. Deitado sobre seus ombros eu só ouvia pulsações, sinal de vida que existia sem barreiras.
Eu não escondo meu prazer, e onde está o coração agora que o vazio ocupou todos os espaços? Quando seus toques se tornaram sem calor, seus beijos esfriaram e sua mão me arrepiava ao toque frio, lágrimas sem controle, sentido perdido, verdade abortada.
Amo o incerto e inesistente, das marcas que deixamos ao caminhar sobre a praia, desaparecidas sem pistas, sem vestígios de um lugar que não volta.
Eu derivo sobre minha mente, lançado em um turbilhão de incertezas e mentiras impróprias que seguram meus passos. Não preciso do perfume das rosas de plástico, sangro com os espinhos que me rodeiam. Parte de mim se deita todo dia por pouco, subornando a luta travada dia a dia.
Sou incapaz de odiar, me torno refém de palavras vomitadas sem pensar, refém de seu suborno. Princípio de morte.
Quando eu dei meu último grito você sorriu. Pois não haviam verdades e minha dor lhe lavava a alma, te libertava de uma prisão sem muros, de um precipício infinito de onde jamais sairia. A dor que rasgou o meu peito cicatrizou suas feridas, e lhe levantou, enquanto eu guardava meu suspiro final.
Quantas de vocês acreditam no amor, este amor ator, que representa a fantasia imitando a realidade, onde vocês nunca chegarão, e de onde eu jamais sairei. O amor está morto.
Levo o pecado em meus ombros, por décadas, um peso que divido sem me livrar, hoje e sempre.
É difícil abrir os olhos pra onde eu vejo, é difícil respirar esta poluição. O que é incompreensivo me separa de tudo. Eu tranco as portas por onde passo, evitando que larguem as mesmas abertas tentando me seguir, não há volta.
Sepultado. O seu anonimo amor refém da mentira não prospera.
O amor esta morto.
Dúvida
Quanto tempo ainda me resta para aliviar esta angustia. Quanto tempo ainda preciso manter os passos sóbrios por este caminho destruído pela vida. Quanto tempo eu resisto aos golpes que recebo das pessoas que gosto, das tentativas de futuro, de um futuro que eu já nem sei se existe. Quanto tempo vou ficar prostituindo meu corpo em busca de uma paz que eu mesmo deixei de acreditar que exista. Quanto tempo que sorrisos não mais me cativam, e que gestos são automáticos. Quanto tempo para muitos reconhecerem a sutileza onde existe pedras e espinhos. Quanto tempo sem o respiro tranquilo e a serenidade do comum. Quanto tempo ainda duvidarei que não tenho chance de pertencer a isto, e que sonhos seqüestram sua mente e a mantém presa em um cativeiro. Quanto tempo para que você entenda um não, e para que você enxergue o sim. Quanto tempo se passou e permaneço em coma, e você não vê. Quanto tempo até que a sentença seja dada, até que os pecados sejam passados a limpo e haja o descanso, melhor que o descaso. Quanto tempo que não respiro aliviado.
Quanto tempo faz
Quanto tempo mais
Quanto tempo leva
Quanto tempo resta
Não pergunto porque não terão a resposta. Por quanto tempo?
Quanto tempo faz
Quanto tempo mais
Quanto tempo leva
Quanto tempo resta
Não pergunto porque não terão a resposta. Por quanto tempo?
Estrela
Longo tempo que não acordo feliz. Sem ter a incerteza pesando sobre meus ombros, me forçando a ajoelhar, sucumbir ao caos eminente.
Eu não tento ser o que não posso e não posso ser o que tento, isto me tormenta. E eu expresso isto apenas por diversão, à vocês.
Mostrar as feridas e não as cicatrizes é para poucos, somente para aqueles que não se escondem em mascaras que escondem o verdadeiro recado.
Já se tornou ponto comum, coisa sem importância, não comove ou impressiona, mas continua sendo real. Eu vivo aquele pedaço que você esqueceu, por medo ou conveniência.
Ainda estou aqui, puxado pra fora dos meus sonos, arrancado da chance de apenas respirar, calmo e pausadamente.
Gritos no vazio de uma alma doente, a deriva pelas circunstâncias, ferida pelas escolhas e em coma pelo esquecimento. Os gritos ainda não ecoam a ponto de alguém ouvir, virar, e dizer, "aqui, este é o caminho."
Quando a mente sucumbe, o corpo padece, e isto vem aos poucos se tornando real. Matando aos poucos e ofuscando o brilho antes puro e radiante.
Estrela que nasce morta, da o sinal que já se foi, seu brilho é pista, mas não é real. Sinal de vida que passou, futuro não visto, passado apagado, estrela entre o infinito escuro, luz de sua partida.
Se eu não sumir, minha existência será sem nexo, sem rastro de propósito. Me guia ao infinito para o recomeço.
Eu não aguento mais esperar.
Eu não tento ser o que não posso e não posso ser o que tento, isto me tormenta. E eu expresso isto apenas por diversão, à vocês.
Mostrar as feridas e não as cicatrizes é para poucos, somente para aqueles que não se escondem em mascaras que escondem o verdadeiro recado.
Já se tornou ponto comum, coisa sem importância, não comove ou impressiona, mas continua sendo real. Eu vivo aquele pedaço que você esqueceu, por medo ou conveniência.
Ainda estou aqui, puxado pra fora dos meus sonos, arrancado da chance de apenas respirar, calmo e pausadamente.
Gritos no vazio de uma alma doente, a deriva pelas circunstâncias, ferida pelas escolhas e em coma pelo esquecimento. Os gritos ainda não ecoam a ponto de alguém ouvir, virar, e dizer, "aqui, este é o caminho."
Quando a mente sucumbe, o corpo padece, e isto vem aos poucos se tornando real. Matando aos poucos e ofuscando o brilho antes puro e radiante.
Estrela que nasce morta, da o sinal que já se foi, seu brilho é pista, mas não é real. Sinal de vida que passou, futuro não visto, passado apagado, estrela entre o infinito escuro, luz de sua partida.
Se eu não sumir, minha existência será sem nexo, sem rastro de propósito. Me guia ao infinito para o recomeço.
Eu não aguento mais esperar.
Espera
Não são palavras, são atos que nos trazem o sentimento. Que nos fazem crer que podemos ser especiais, qu despertamos o carinho e a importância para alguem, ou algo. Muitas vezes tão puro que não necessita nada mais que um olhar, que um pequeno gesto, um trazer a suas mãos, um afagar e massagear quem se gosta.
Dos pequenos e sutis recados tiramos lições que transcedem a compreensão, a razão de ser real e normal. A devoção que damos aquilo que fazemos é o que importa, é o que transforma um pequeno em gigante, um ofuscado em brilho radiante.
E as atitudes, por mais sutis que sejam, quando captadas, enchem de orgulho a todos, e aqueles que entendem tais atos.
Quero ser grande ao ponto de ser lembrado, ao ponto de minha devoção a que acredito seja vista no mínimo como sincera, e que mesmo sem eu dizer, seja real.
Poucas coisas importam, e o quão realmente são verdadeiras é o que vale. Não me importa crescer, se para isso deva ficar sozinho, não me agradam conquistas que eu não possa partilhar, sorrisos que eu não possa dividir, e emoções que eu não as tenha por dentro.
Disto tudo tiramos pouco, e poucas pessoas são capazes mesmo se lembrar, quantas vezes fizeram muito para receber pouco, em pequenos e fortes gestos.
Não encontro a tão desejada paz de espirito ainda, mas creio que posso enxergar os lampejos disto, e os atalhos que talvez um dia me levem a descobrir o ponto final, o caminho onde eu descanse a espera de vocês.
Dos pequenos e sutis recados tiramos lições que transcedem a compreensão, a razão de ser real e normal. A devoção que damos aquilo que fazemos é o que importa, é o que transforma um pequeno em gigante, um ofuscado em brilho radiante.
E as atitudes, por mais sutis que sejam, quando captadas, enchem de orgulho a todos, e aqueles que entendem tais atos.
Quero ser grande ao ponto de ser lembrado, ao ponto de minha devoção a que acredito seja vista no mínimo como sincera, e que mesmo sem eu dizer, seja real.
Poucas coisas importam, e o quão realmente são verdadeiras é o que vale. Não me importa crescer, se para isso deva ficar sozinho, não me agradam conquistas que eu não possa partilhar, sorrisos que eu não possa dividir, e emoções que eu não as tenha por dentro.
Disto tudo tiramos pouco, e poucas pessoas são capazes mesmo se lembrar, quantas vezes fizeram muito para receber pouco, em pequenos e fortes gestos.
Não encontro a tão desejada paz de espirito ainda, mas creio que posso enxergar os lampejos disto, e os atalhos que talvez um dia me levem a descobrir o ponto final, o caminho onde eu descanse a espera de vocês.
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